Menu
Pesquisar
Inquérito
Gostaria de ter Internet wireless gratuita por toda a freguesia?
Excelente Ideia!
Já deveria estar!
Não!
Junta de Freguesia - História da Terra

 

 

História

 

      A cerca de 10 km, para norte, da sede do concelho, e a 55 de Lisboa, a freguesia de Maxial tem uma área de 28 km2. Passa na povoação o rio Alcabrichel e seus afluentes. É constituída pelos lugares de Eiras da Palma, Aldeia Grande, Sestearia, Póvoa, Valentina, Ermegeira, Loubagueira, Ereira, Vila Seca, Folgarosa e Casais de Santo António.
Alguns vestígios arqueológicos parecem conceder a esta freguesia uma origem pré-histórica. O castro do Cabeço do Jardo é a prova evidente do que se acaba de afirmar. Aí terão vivido as primeiras populações da freguesia. Os castros eram povoações fortificadas, situadas no alto dos montes e rodeadas por várias linhas de muralhas defensivas. Dentro, vivia em pequenas casas de pedra, cobertas por ramos de árvore, uma população pobre, que se dedicava apenas à agricultura e à domesticação de animais. O mesmo se dirá da gruta artificial da Ermegeira, também em Maxial.
Com a chegada dos romanos, no séc. III a.C., esses povos foram obrigados a abandonar os seus castros, no sopé das montanhas, e a descer para os vales aluviais, mais férteis e produtivos.
     A herança deixada pelos romanos na região de Torres Vedras, como no resto do País, foi significativa. A romanização fez-se sentir primeiramente na instalação de novos povoamentos, mas também na técnica de construção das habitações, na abertura de estradas e de pontes, e, a nível do sistema económico e financeiro, a alteração profunda do regime fiscal e a introdução de novas técnicas agrícolas. Em Santa Susana de Maxial, os principais vestígios da presença romana estão concentrados em S. Martinho, junto de Aldeia Grande. Ali apareceram há alguns anos objectos diversos e moedas daquele tempo, dos Imperadores Tibério e Nero. Tudo isso se encontra, hoje, no Museu Municipal de Torres Vedras.

     Segundo a tradição, seguida inclusivamente por um documento de 1618, a igreja de Maxial foi fundada por uns cavaleiros franceses, aquando da conquista de Lisboa aos mouros. Esses cavaleiros foram presenteados pela sua heroicidade com a doação destes territórios. O que se sabe com absoluta certeza é que em 1493 já existia, pois existem documentos coevos que o confirmam: uma escritura de doação desse ano, feita por Guiomar Esteves, viúva de Álvaro Afonso, a esta igreja, cujo prior era Gabriel Fernandes. Nessa escritura consta também, que a antiguidade do templo era considerável. O terramoto de 1755 veio no entanto destruir toda esta igreja. Dela resta apenas a capela-mor, que corresponde hoje à capela do cemitério.
     Em termos eclesiásticos, foi um priorado da apresentação dos beneficiados da colegiada de S. Miguel de Torres Vedras. Os agricultores pagavam os dízimos de 142 moios de pão e de 27 moios de vinho.
     Em 1471, foi fundada nesta freguesia uma albergaria pelos moradores de Ermegeira João  Gil Cuchifel e sua mulher, Catharina Annes. Foi dada a essa albergaria o nome de Hospital de Nossa Senhora da Piedade, que se tornou um dos mais célebres de toda a região torrejana. Depois de estar actvo durante quatrocentos anos, acabou por ser desactivado em 1860 e integrado na Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras. Dele resta hoje a sua ermida.

     Durante o reinado de D. Afonso VI, foi Maxial elevada à categoria de vila e de sede de concelho. É este o momento mais alto da história da freguesia. Que durou pouco, no entanto, pois em 1667 o concelho já estava extinto. Refere Madeira Torres em relação ao assunto: "Em consequência da graça concedida ao Secretário das Mercês – Gaspar Severino de Faria de um lugar até quarenta vizinhos para constituir-se, de que ele fosse Donatário e de haver sido por ele designado o lugar do Maxial este foi elevado a Vila por carta de 26 de Janeiro de 1662, como se vê no livro 6.º do Registo da Câmara. (...) Foi extinto por provisão de 8 de Janeiro de 1667, expedida por efeito de imediata resolução que se acha no livro 7.º do Registo da Câmara."
     A agricultura foi sempre a actividade predominante para a população da freguesia, que neste momento se cifra em cerca de quatro mil habitantes. Agricultura de subsistência, logicamente, que para mais não dava. As culturas principais eram a vinha, o trigo e o milho, a batata, o feijão, o grão e outros produtos hortícolas. Para a economia rural da aldeia, contribuía ainda a criação de gado, com destaque para as cabras, as ovelhas, o boi, o porco e o cavalo, o burro, os coelhos e as galinhas. Em termos industrias, tudo se resumia aos moinhos de vento e às azenhas, que transformavam o grão em farinha. Ou o pão, a par dos legumes, como principal sustento da população. Ainda referências para a olaria, a ferraria e a cestaria.

 


Caracterização

 


 

     A Freguesia do Maxial, pertence ao Distrito e Patriarcado de Lisboa e ao Concelho de Torres Vedras, de cuja cidade dista cerca de 10 Km para norte. A sua via principal é a EN 115 - 2 que liga Torres Vedras ao Cadaval e a estação do caminho de ferro mais próxima é a do Ramalhal a 4 Km. O relevo varia entre as cotas dos 50 e 360 metros de altitude e a rede hidrográfica é constituida pelo rio Alcabrichel e seus afluentes. A população é da ordem dos 4000 habitantes e a sua área é de 28 Km2.
     É constituída pelos lugares de Eiras da Palma, Aldeia Grande, Sestearia, Póvoa, Valentina, Ermegeira, Loubagueira, Ereira, Vila Seca, Folgarosa e Casais de Santo António.
     O território que compreende a Freguesia do Maxial, é formado por sedimentos dos períodos Jurássico superior e Cretáceo inferior. As suas idades estão compreendidas entre os 160 e 100 milhões de anos. Existem ainda sedimentos recentes do Quaternário, que são as aluviões do rio Alcabrichel e de seus afluentes que constituem as várzeas e os fundos de vales da parte cretácea.
     Os sedimentos do Jurássico são de origem marinha, neles se podem encontrar muitos fósseis e são constituídos, especialmente, por argilas, margas e calcários enquanto os sedimentos do Cretáceo são de origem continental e são constituídos por areias, arenitos e cascalheira de quartzo. Em "gíria popular" na região chama-se ao jurássico chão de serra e ao Cretácico chão de charneca.
     As povoações da Ermegeira, Loubagueira, Maxial, Aldeira Grande, Póvoa e Valentina assentam sobre solo cretáceo, enquanto Ereira, Vila Seca, Folgarosa, S. António e Sestearia em solo jurássico.
 
Área Geografica: 28 Km2
População: 2 951
Actividades económicas: Agricultura, indústria, construção civil, comércio e serviços
Património: Igreja matriz, capelas de S. Mateus, de Nossa Senhora de Fátima, de Santa Luzia e de Aldeia Grande, moinhos e azenhas
Artesanato: Cestaria em vime, pintura em barro, sapateiro e ferreiro

 

 

Actividades Económicas

 

 


 

Principais Actividades Económicas da Freguesia


     Desde tempos remotos que a principal actividade económica da maior parte das gentes da Freguesia, consistia na prática da agricultura de subsistência, sendo as culturas principais, a vinha, o trigo e o milho, seguindo-se a batata, o feijão, o grão e outros produtos hortícolas. Também existiam variadas árvores de fruto, figueiras, macieiras, pereiras, ameixeiras, com destaque para a oliveira cujas azeitonas eram "conduto" umas, e azeite outras, depois de esmagadas nos lagares (hoje extintos). A criação de pequenos rebanhos de cabras e ovelhas e ainda outros animais, como o boi, o porco, o cavalo, o macho, o burro, coelhos e galinhas contribuíam para a economia rural da freguesia, sendo utilizados na alimentação das pessoas uns, e nos transportes outros.
     No aspecto industrial, a Freguesia possuía dispersas pelo seu território, cerca de trinta moinhos de vento e cinco de água (azenhas) que transformavam o grão em farinha, cujos moleiros nos seus animais de carga transportavam os cereais ao moinho e depois a farinha à casa dos fregueses, após deduzida a "maquia" tributo do seu trabalho. Outras pequenas industrias, como a olaria, com seus artesãos oleiros, os ferreiros, que fabricavam e reparavam as ferramentas rurais (enxadas etc.) cutileiros, cesteiros, carpinteiros, tanoeiros e sapateiros, distribuídos pelos vários lugares, asseguravam as necessidades do povo rural. Com o rodar dos tempos estas condições alteram-se significativamente e embora a agricultura continue factor importante na economia da Freguesia, esta processa-se em moldes diferentes, com tendência acentuada para algumas culturas intensivas, em virtude do desenvolvimentos, da mecanização e do mercado existente.
     Algumas culturas ancestrais, como a do trigo e do milho quase desapareceram, sendo a maior parte das suas terras plantadas de eucaliptos e pinheiros, culturas presentemente mais rentáveis, constituindo matéria prima para a pasta do papel.
Morta a cultura dos cereais, cessa a indústria da moagem, e os moinhos outrora altivos de alvas velas enfunadas de vento, são agora marcos em ruína da história de um passado recente.
     Actualmente, para além, da AGRICULTURA TRADICIONAL, outras actividades económicas surgiram, como a FRUTICULTURA, HORTICULTURA, FLORICULTURA,A VIÁRIOS, PECUÁRIAS, indústrias de PANIFICAÇÃO, CERÂMICAS, MÁRMORES, e ARTIGOS DE CIMENTO, oficinas de CARPINTARIA, MERCENARIA, SERRALHARIA, AUTO, SAPATARIA, CONSTRUÇÃO CIVIL, COMÉRCIO GERAL, etc.

 

 Festas e Romarias

 

 

 


MAXIAL


- Santa Susana – 2º Domingo de Agosto
- Círio - Sr. Jesus do Carvalhal – 3º Domingo de Setembro


ALDEIA GRANDE


- S. Sebastião - Último Domingo de Julho
- Círio - N. S. da Misericórdia - 8 de Setembro
- S. Martinho - 11 de Novembro


VALENTINA

- Stº António - 13 de Junho


ERMEGEIRA


- Nº Sª da Purificação - 1º Domingo Setembro
- Nossa Senhora das Candeias - 12 de Fevereiro


LOUBAGUEIRA


- S. Mateus - 21 de Setembro


EREIRA


- Nossa Senhora da Conceição - 15 de Agosto


VILA SECA


- S. Sebastião – 1º Domingo de Setembro
- S. Luzia - 13 de Dezembro


C. St.º ANTÓNIO


- St. António - 2º Domingo de Julho

FOLGAROSA


- S. Sebastião – 1º Domingo de Agosto

  
Visitante
35.412
Login
Utilizador:
Password:
     
Criar novo registo
Recuperar Password
Agenda de Eventos
  Acessibilidades | RSS | Pedido de Informações | FAQ | Links | Requisitos técnicos
2010 Dapfoto®